08/11/09

Há semanas boas, semanas assim-assim e semanas más. Esta foi uma semana boa. Começou com uma festa de arromba. A meio um super-concerto de Skunk Anansie e um revival nostálgico. Hoje mais uma festa, não tão agressiva mas que também serviu. O concerto bateu-me porque não estava nada à espera. Tinha saído no dia anterior e, antes de me deitar, pus um post-it a dizer "skunk anansie coliseu" colado na televisão do quarto porque achava que me ia esquecer - era esse o meu estado de espírito. Se no início me pareceu apático, a partir do momento que a Skin começou a falar (aka, a debitar parvoíce) a coisa tornou-se incandescente e entre cada música quase que precisava duma botija de oxigénio para repor a energia. Adorei mais que muito e espero que voltem num futuro próximo. Gostei do paralelismo de há 10 anos atrás ter comprado o Post Orgasmic Chill numa loja no algarve e só na quarta passada os ter visto pela primeira vez. Ainda lhe mandei um beijo e ela retribui com aquela cara de porca devassa que a gente adora. É pena ser feia como um portão e mais lésbica que três condutoras de camiões-tire.

Mas adiante. Hoje redescobri o meu ódio pela vodka. Era só para partilhar isto. Adeus e boa noite e tudo.

06/11/09

Ontem não se passou nada e por isso fui abastecer de drama para a semana:


Não é que o filme seja algo de fantástico, mas para quem fazia filmes sobre ser princesa e não saber andar de tacões fiquei agradavelmente surpreendido.

05/11/09

Doesn't make it right.

01/11/09

São 4h30 da manhã. Hoje voltei a ver os marcos e testemunhos dos meus anos passados, por entre receita, verde branco e tinto. Por entre coisas, conversas e risos, risos que não acabam, risos que de alguma forma são reconfortantes, risos que me lembram de muitas coisas. Hoje falo com pessoas que me fascinam por se terem adaptado às adversidades do destino, que superaram obstáculos, que são melhores. Sei perfeitamente que não lhes ligo o suficiente, que não mando mensagens, que me mantenho no outro lado, que lhes mostro que sou outra pessoa. E sou, pensou eu, acho que sou. Mas isso nunca mudará a minha admiração por eles. Nutro muito respeito por gente que sabe pegar na adversidade e virá-la a seu favor e espero ter essa capacidade. Cresci na parvónia mas sinto-me cada vez mais próximo do mundo.

31/10/09

Se há uns meses me dissessem que por esta altura ia acordar todos os dias entre as 9h e as 10h sem precisar de despertador, incluindo ao fim-de-semana, eu olharia para essa pessoa e faria o seguinte: rir e achincalhar. Manter padrões de sostrice e dormir como se tivesse 15 anos outra vez: you're doing it wrong. A rotina tem destas coisas.

30/10/09

Desde que fez de Cruella que nunca confiei muito na Glenn Close. E por isso vi logo que esta série me ia agradar. Estou aqui a pensar se conseguirei ver a segunda temporada toda neste fim de semana. Adoro desafios destes.

Então não é que o jovem homofóbico dos morangos pôs um bocado de vodka nos cocktails que a avozinha lhes estava a ensinar a fazer (que é uma coisa que as avós fazem, cursos de cocktails para os amigos dos netos) e vai daí uma miúda pimba, manda um cocktail para o bucho sem saber que tinha álcool e apanha uma grande carroça. Ao que se segue este diálogo fenomenal: "Mas eu só pus um cheirinho", "Puseste foi um cheirete!". Fiquei abismado logo, toma lá para aprenderes como este pessoal jovem sabe fazer trocadilhos. Gostei quase tanto como naquele episódio em que no espaço de 10 minutos repetiram a palavra "saxofone" seguramente mais de cem vezes, em diferentes tons - afirmação, dúvida, indignação, consternação, raiva, preocupação, condescendente e inquisidor.

Adoro esta falsa sensação de férias que tenho sempre depois de acabar um trabalho, mesmo sabendo que ainda me faltam outros tantos.